As estimativas indicam que o Brasil terá mais idosos do que crianças em apenas cinco anos, e que, em 2050, cerca de 30% da população será composta por pessoas com mais de 60 anos. Hoje, o percentual é praticamente a metade, 15,6%, e sobram sinais de que à longevidade conquistada ainda faltam qualidade de vida e respeito. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforçam essa tendência, apontando que o país caminha rapidamente para uma sociedade envelhecida, o que impõe novos desafios à saúde, à previdência e à inclusão social.
O Colégio Imaculado Coração de Maria, localizado no Méier (RJ), desenvolve ao longo do ano uma série de atividades voltadas à convivência e à valorização das pessoas idosas, para ampliar o repertório sociocultural dos alunos e incentivar a empatia e o olhar social. Entre as iniciativas está a visita dos estudantes ao Lar Franciscano, que promove a interação entre gerações e o debate sobre envelhecimento, saúde e inclusão.
Esse cenário vem sendo discutido em sala de aula nas aulas de Linguagens, conduzidas pelo professor Alan Soares Delgado, que trabalhou com os alunos do 3º ano do Ensino Médio o tema “Envelhecimento da população brasileira, com seus desafios para saúde, previdência e inclusão”. A proposta coincidiu diretamente com o tema da redação do Enem 2025, que abordou as “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”.
“Nosso objetivo é preparar os alunos para compreender o mundo em que vivem. O tema do envelhecimento populacional está presente no cotidiano, nas famílias, nas ruas, nas políticas públicas e, por isso, é fundamental que o estudante consiga refletir sobre ele com senso crítico e empatia”, destaca o professor de Língua Portuguesa e Práticas Textuais, Alan. Mais do que um conceito, o envelhecimento é uma experiência compartilhada, como apresenta o professor: “Em outras palavras, não é só teoria: é olhar para os avós, para os vizinhos, para quem cruza conosco no ônibus e perceber que o envelhecimento faz parte da vida de todos. Entender isso ajuda a valorizar mais as pessoas, respeitar suas histórias e pensar em soluções que deixem o futuro melhor para todo mundo”.
Mais do que uma coincidência, o alinhamento reforça a coerência entre o trabalho pedagógico do colégio e as discussões contemporâneas da sociedade, mostrando que a preparação para o Enem vai além do conteúdo, envolve sensibilidade, reflexão e consciência social. “Esse movimento evidencia que o colégio não se limita a transmitir informações, mas assume o compromisso de formar indivíduos críticos, capazes de compreender os desafios do presente e de propor soluções para o futuro. Ao integrar valores humanos e responsabilidade cidadã ao processo de ensino, o colégio contribui para que os estudantes estejam preparados não apenas para os exames, mas para a vida em comunidade e para o exercício pleno da cidadania”, finaliza o professor Alan.