A menos de três meses da prova, algumas estratégias ajudam a reduzir a ansiedade e manter a motivação na reta final da preparação
Para muitos estudantes, o segundo semestre marca a chegada do período de provas do Enem e dos vestibulares. A rotina de estudos se intensifica, assim como a ansiedade e a pressão por um bom resultado. Por isso, o principal desafio é equilibrar o foco nos conteúdos com o cuidado com a saúde mental. Acostumada a orientar os alunos nesta etapa, a coordenadora pedagógica do ensino médio do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora, Carina Neves Freitas, indica estratégias que podem fazer diferença no rendimento e na confiança no dia da prova.
“Estudar para o Enem exige constância, estratégia e autoconhecimento. Para muitos jovens, porém, essa fase também pode ser marcada por ansiedade, insegurança e sobrecarga emocional. Por isso, é essencial equilibrar a preparação com o cuidado com a saúde mental, parte inseparável do sucesso acadêmico. A prova tem um formato específico, que vai além do conteúdo e exige interpretação e resolução de problemas. Por isso, a rotina de estudos deve incluir metas realistas, simulados e momentos de qualidade com amigos e família”, explica a coordenadora.
5 dicas para montar uma rotina de estudos realista
Não corra atrás do tempo perdido: À medida que as provas se aproximam, aumenta a ansiedade e o sentimento de que é preciso aumentar a carga de estudos para conseguir dar conta de todos os conteúdos, essa é uma armadilha. A dica é criar um cronograma realista que inclua pausas, tempo para praticar exercícios físicos, boas noites de sono, finais de semana livres ou com menos tempo de estudo. Para quem vai começar agora, vale o mesmo conselho: evite jornadas excessivas.
Foque na resolução de exercícios: A leitura passiva e o resumo de conteúdos não é o suficiente. Resolver questões de provas anteriores é essencial para um bom desempenho. Buscar identificar o nível da questão é importante neste momento, este exercício pode facilitar na hora do Enem, deve-se priorizar as questões mais fáceis na ordem de resolução, o que beneficia o aluno na correção TRI do Enem. A coordenadora ainda complementa que usar mapas mentais, flashcards e resumos visuais para revisar conteúdos também pode ser uma estratégia interessante, já que muitas pessoas aprendem melhor com estímulos visuais.
Simule a prova (inclusive com a redação): No Enem e nos vestibulares, a prova possui um tempo máximo para ser feita e não adianta estar bem preparado, mas não conseguir finalizar as questões. Por isso, simule a prova em condições reais de tempo e concentração, incluindo a redação e o preenchimento do gabarito. Assim, o estudante chega mais preparado e menos ansioso, já que estabelece parâmetros próprios de tempo para completar cada parte da prova.
Dia sem culpa: Incluir uma atividade esportiva é extremamente importante, a endorfina produzida durante a atividade física atua como analgésico natural e promove a sensação de bem-estar, ajudando a reduzir o estresse e a ansiedade. Aproveite também para sair com os amigos, assistir séries, não importa a atividade, apenas se divirta. Outro ponto importante é entender que o processo não é linear, há dias melhores e outros nem tanto, por isso, pratique a autocompaixão, errar faz parte da aprendizagem.
Busque apoio: A preparação não precisa ser solitária. Participe de grupos de estudo, converse com professores, monitores e colegas, a troca de conhecimento é essencial. A coordenadora ainda alerta que, caso o estudante sinta que a preparação está pesada demais, esteja se sentindo constantemente cansado, desanimado, irritado, tenha perdido o interesse em atividades que antes eram prazerosas ou apresente sintomas como insônia, dores de cabeça e de estômago, não hesite em conversar com os pais para buscar apoio profissional.
O que os pais podem fazer para ajudar os filhos na preparação
A família tem papel essencial como base afetiva e emocional em todas as etapas da vida acadêmica, no Enem e nos vestibulares não é diferente. A coordenadora pedagógica do Ensino Médio do Colégio Stella Matutina, Carina Neves Freitas, destaca que este é um período desafiador para os jovens e as famílias podem ajudar muito ao oferecer acolhimento e escuta ativa, sem cobranças excessivas, reconhecendo o esforço do estudante mesmo quando o resultado não é imediato. Outro ponto, é fiscalizar se o adolescente está se alimentando direito, dormindo bem, mantendo uma rotina saudável. Na dúvida, converse com a equipe pedagógica do colégio e busque ajuda.