Background

Redação do ENEM: 6 temas para os estudantes treinarem

Artigo arrow_drop_down
Redação do ENEM: 6 temas para os estudantes treinarem | Educação | Tropico Comunicação

Inteligência artificial, neurodiversidade, cultura da velocidade e inteligência emocional estão entre as discussões destacadas por educadora, que também orienta como construir repertório e se preparar para a prova sem recorrer a modelos prontos

Na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), tentar adivinhar qual será o tema da redação costuma ocupar boa parte das conversas entre os estudantes. Mas, em vez de apostar todas as fichas em uma previsão, desenvolver pensamento crítico, ampliar o repertório e aprender a relacionar diferentes conhecimentos pode ser uma estratégia mais eficiente para chegar preparado à prova.

Para Cristiane Imperador, coordenadora do 9º ano e Ensino Médio do Colégio Espírito Santo e professora de Produção Textual, a redação deve ser entendida não apenas como um exercício de escrita, mas como uma oportunidade para que os jovens compreendam questões contemporâneas e construam uma visão própria sobre elas.

Entre os assuntos que, segundo a educadora, merecem atenção estão inteligência artificial, neurodiversidade, inteligência emocional, impactos do imediatismo e a própria capacidade das novas gerações de imaginar o futuro.

“Trabalhar esses temas na escola significa compreender a redação não apenas como exercício de escrita, mas como espaço privilegiado para formar leitores do mundo, desenvolver pensamento crítico e preparar estudantes para compreender o presente, questionar o que está posto e imaginar aquilo que ainda pode existir”, afirma.

Seis temas para ficar de olho

Um dos possíveis eixos de discussão é “Os impactos da cultura da velocidade na capacidade de atenção e concentração na sociedade contemporânea”. A proposta permitiria analisar como o imediatismo, a aceleração da rotina e o excesso de estímulos afetam a maneira como as pessoas leem, estudam, aprendem e se relacionam.

A tecnologia aparece em outros dois temas destacados pela professora. O primeiro é “Os desafios para o uso da inteligência artificial como ferramenta de potencialização da aprendizagem no Brasil”. Nesse caso, a discussão pode ultrapassar a dicotomia entre permitir ou proibir o uso da IA e abordar formas de incorporar a ferramenta à educação sem comprometer autoria, autonomia e desenvolvimento cognitivo.

Outra possibilidade é “Os vieses da inteligência artificial e os desafios para a descolonização do pensamento”. A questão abre espaço para discutir quais conhecimentos e perspectivas são reproduzidos pelas tecnologias e, em contrapartida, quais grupos, culturas e formas de conhecimento podem ser sub-representados ou invisibilizados.

A inclusão também merece atenção. Cristiane destaca “Os desafios para a construção de uma educação inclusiva para pessoas neurodivergentes no Brasil”, discussão que permite abordar as diferentes formas de aprender e produzir conhecimento e os obstáculos para uma educação capaz de reconhecer essa diversidade.

Já o tema “A importância do letramento de futuros na formação de crianças e jovens brasileiros” propõe uma reflexão menos habitual. A ideia é discutir a importância de preparar as novas gerações para imaginar e analisar diferentes futuros possíveis, especialmente em uma sociedade marcada pela urgência e pela centralidade do presente.

Por fim, “A importância da inteligência emocional para a construção de relações mais saudáveis na sociedade contemporânea” permitiria abordar competências como reconhecimento e administração das emoções, empatia, resolução de conflitos e tomada consciente de decisões.

Repertório não deve ser enfeite

Independentemente do tema escolhido pelo ENEM, um dos desafios é apresentar repertório sociocultural capaz de contribuir efetivamente para a argumentação. E isso, segundo Cristiane, não significa decorar uma coleção de citações.

“Construir repertório para a redação é, antes de tudo, aprender a olhar para o mundo com curiosidade”, explica.

A professora recomenda acompanhar o noticiário, ouvir podcasts, ler diferentes fontes e prestar atenção aos debates presentes na sociedade. Mas ressalta que o repertório também é construído dentro da própria escola. História, Geografia, Biologia, Física, Filosofia e Sociologia, por exemplo, oferecem conceitos que podem ajudar a interpretar problemas contemporâneos.

Uma pergunta pode servir de exercício: “O que esse conteúdo me ajuda a enxergar no mundo de hoje?”

A partir dessa lógica, mais importante do que acumular referências é aprender a estabelecer conexões. “Não se trata de saber mais para escrever melhor, mas de aprender a relacionar melhor aquilo que se sabe para ter algo relevante, original e consciente a dizer”, afirma.

De Paulo Freire a Black Mirror

Na hora de ampliar esse repertório, diferentes campos do conhecimento e da cultura podem entrar em cena. Cristiane cita autores dos Estudos Culturais, como Stuart Hall, Raymond Williams, bell hooks e Néstor García Canclini, que podem ajudar em discussões sobre identidade, representação, cultura e relações de poder.

Outros pensadores também podem ser mobilizados conforme o tema. Byung-Chul Han oferece caminhos para discutir sociedade do desempenho, excesso de estímulos e aceleração; Edgar Morin, a complexidade e a relação entre diferentes saberes; Paulo Freire, autonomia, educação e pensamento crítico; e Ailton Krenak pode contribuir para questionamentos sobre perspectivas dominantes e nossa relação com o futuro.

O repertório, porém, não precisa ficar restrito aos livros. Filmes, séries, músicas, podcasts, acontecimentos históricos, pesquisas, dados estatísticos e conceitos científicos podem desempenhar a mesma função quando estão relacionados de maneira consistente ao argumento.

Tempos Modernos, de Charles Chaplin, por exemplo, pode contribuir para discussões sobre aceleração e desumanização, enquanto Black Mirror oferece diferentes possibilidades de reflexão sobre tecnologia e sociedade. Em temas envolvendo inteligência artificial, conceitos como viés algorítmico, bolha informacional, letramento digital e pensamento crítico também podem aparecer.

“O repertório não deve ocupar o lugar do pensamento; deve ser aquilo que faz o pensamento avançar”, resume a educadora.

Na reta final, é preciso escrever e reescrever

Para quem está na reta final de preparação, a orientação é evitar a busca por fórmulas milagrosas. “O aluno aprende a escrever escrevendo”, afirma Cristiane.

Isso não significa, porém, limitar o treino à produção sucessiva de redações completas. Debates e júris simulados podem desenvolver posicionamento, escuta, argumentação e contra-argumentação. Até atividades como RPG e LARP (Live Action Role-Playing), nas quais os participantes assumem diferentes personagens e perspectivas, podem ser usadas para estimular a compreensão de conflitos por ângulos diversos.

Outro exercício importante é analisar os próprios textos e as produções dos colegas, identificando pontos fortes, falhas de argumentação, problemas de coesão e oportunidades de melhoria. Redações que receberam nota mil no ENEM também podem ser estudadas — não como modelos para copiar, mas para entender como os autores organizam ideias, mobilizam repertório e desenvolvem argumentos.

Exercícios mais curtos podem complementar a preparação: reconstruir a coesão de um texto sem conectivos, completar argumentos, reformular teses, elaborar diferentes introduções para um mesmo tema, avaliar quais repertórios realmente contribuem para determinada discussão e reescrever redações depois das correções.

“Na reta final, cada exercício deve ter uma intenção clara: escrever, analisar, reescrever e escrever novamente”, orienta.

Autoria pode ser o diferencial

Diante de milhares de candidatos escrevendo sobre exatamente a mesma proposta, Cristiane defende que a preparação não deve levar o estudante a produzir textos cada vez mais padronizados, mas ajudá-lo a desenvolver uma argumentação própria.

Isso significa abandonar a ideia de que existe um argumento universal, capaz de ser adaptado a qualquer tema, ou de que originalidade depende de encontrar uma citação desconhecida pelos demais candidatos.

“A originalidade não está em usar uma referência nunca mencionada ou em produzir uma frase de efeito, mas na capacidade de estabelecer relações inesperadas, pertinentes e inteligentes entre conhecimentos diferentes”, explica.

Por isso, mais do que tentar decorar a redação ideal, a orientação é chegar ao exame preparado para pensar sobre diferentes problemas.

“Em uma prova em que milhares de estudantes escrevem sobre o mesmo tema, o que pode tornar um texto memorável é justamente aquilo que ninguém pode escrever no lugar do aluno: o seu próprio olhar sobre o mundo”, conclui Cristiane.

Sobre o autor

Da sala de aula à diplomacia: estudantes simulam negociações entre países | Educação | Tropico Comunicação
trending_flat
Da sala de aula à diplomacia: estudantes simulam negociações entre países

Geopolítica na escola: jovens representam países e aprendem a negociar interesses e construir acordos Como seria defender os interesses de um país com o qual você não necessariamente concorda? E negociar uma solução com outras nações diante de um problema que envolve economia, política e relações internacionais? Para um grupo de estudantes do Colégio Espírito Santo, em São Paulo, esse exercício faz parte da rotina. Semanalmente, jovens interessados em relações internacionais se reúnem para acompanhar acontecimentos mundiais, estudar geopolítica e se preparar para assumir o papel de representantes de diferentes países em simulações de negociações internacionais. Eles integram o Grupo de Estudos de Relações Internacionais (GERI), iniciativa que transforma temas que normalmente aparecem nos noticiários, disputas econômicas, conflitos, acordos e questões diplomáticas, em debates conduzidos pelos próprios estudantes. Durante as simulações, cada participante recebe um país para representar. A partir […]

hackthepack participa do Nexora AI Connect e debate futuro das embalagens inteligentes | Segurança | Tropico Comunicação
trending_flat
hackthepack participa do Nexora AI Connect e debate futuro das embalagens inteligentes

Conversa ao vivo sobre "When Packaging Gets Intelligent: Building the Future of Connected Packaging" acontece na sexta-feira, 9 de outubro, às 11h (horário de Brasília). A hackthepack, empresa de infraestrutura de inteligência para embalagens e criadora da categoria Direct-to-the-Pack, participa nesta sexta-feira, 9 de outubro, do Nexora AI Connect. A conversa ao vivo será conduzida por Sal Zammataro, fundador, CEO e Chief Vision Officer da empresa, e terá como tema “When Packaging Gets Intelligent: Building the Future of Connected Packaging”. A mediação será de Saurav D., CEO da Golden. Gratuita e transmitida via Google Meet, a sessão acontece em um momento de transformação para o setor de embalagens. Com o avanço do GS1 Digital Link e a transição global para códigos 2D no varejo, impulsionada pelo Sunrise 2027, as embalagens ganham potencial para se tornar pontos de contato digitais permanentes […]

HID aprimora linha de impressoras FARGO® DTC para ajudar organizações a emitir cartões de identificação com mais rapidez e...
trending_flat
HID aprimora linha de impressoras FARGO® DTC para ajudar organizações a emitir cartões de identificação com mais rapidez e segurança

As melhorias aumentam a qualidade de impressão, reforçam a segurança e simplificam a emissão de cartões de identificação  A HID, líder global em soluções de identidade confiável, está implementando melhorias em sua linha de impressoras de cartões de identificação FARGO® DTC, incluindo os modelos DTC1250e, DTC4500e e DTC1500, para ajudar as organizações a emitir cartões de identificação seguros e com qualidade profissional de forma mais rápida, com menos suporte de TI e com capacidade de expansão à medida que as necessidades evoluem. Organizações que emitem cartões de identificação — de escolas e sistemas de saúde a órgãos governamentais, ambientes corporativos e outros — precisam de impressoras fáceis de operar, que produzam credenciais de alta qualidade de forma consistente e acompanhem as crescentes exigências de segurança. As melhorias mais recentes atendem a cada uma dessas prioridades. Feitas para imprimir: mais velocidade, […]

Inteligência artificial avança nas escolas, mas salas de aula ainda seguem modelo do século passado | Indústria | Tropico ...
trending_flat
Inteligência artificial avança nas escolas, mas salas de aula ainda seguem modelo do século passado

Com acesso ao conhecimento transformado pela tecnologia, especialistas defendem que espaços educacionais também precisam evoluir para estimular criatividade, colaboração, autonomia e pensamento crítico A inteligência artificial já está mudando a maneira como estudantes pesquisam, produzem conteúdo, resolvem problemas e acessam conhecimento. Enquanto escolas discutem uso de ferramentas de IA, celulares, plataformas digitais e formação de professores, uma transformação igualmente importante começa a ganhar espaço: se a maneira de aprender está mudando, o ambiente onde o aprendizado acontece também precisa mudar? Apesar da velocidade das transformações tecnológicas, grande parte das salas de aula ainda preserva uma configuração criada para outro modelo educacional: professor à frente, estudantes organizados em fileiras e um espaço preparado principalmente para a transmissão de conteúdo. Para especialistas em ambientes educacionais da Metadil, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de soluções para espaços de aprendizagem, a chegada da IA […]

Semana da Criança: adolescentes levam carinho e esperança à ala infantil do Hospital Salgado Filho | Sem categoria | Tropi...
trending_flat
Semana da Criança: adolescentes levam carinho e esperança à ala infantil do Hospital Salgado Filho

Estudantes do Colégio Imaculado Coração de Maria visitam pacientes da pediatria no dia 10 de outubro; ação terá brincadeiras, atividades lúdicas e distribuição de brinquedos Com presentes, brincadeiras e, principalmente, disposição para acolher e ouvir, estudantes do Colégio Imaculado Coração de Maria, tradicional instituição de ensino do Méier, participam, no dia 10 de outubro, de uma ação especial com crianças internadas na ala pediátrica do Hospital Municipal Salgado Filho. A visita integra o Entre Corações, projeto que une solidariedade, formação humana e compromisso social e aproxima os adolescentes da realidade de pacientes e familiares atendidos pela unidade de saúde. A iniciativa nasceu justamente da proximidade entre a escola e o hospital. Sensibilizados com as necessidades dos pacientes e de suas famílias, estudantes que já participavam de ações sociais promovidas pela Dimensão Missionária do colégio decidiram ampliar essa atuação. Com o apoio […]

HID destaca biometria e novas experiências de controle de acesso no Seg Summit 2026 | Segurança | Tropico Comunicação
trending_flat
HID destaca biometria e novas experiências de controle de acesso no Seg Summit 2026

A HID, líder global em soluções de identidade confiáveis, estará presente no Seg Summit 2026 com tecnologias voltadas à evolução do controle de acesso físico e das identidades seguras. Entre os principais destaques da empresa no evento estará o HID Amico™, leitor biométrico de reconhecimento facial desenvolvido para proporcionar uma experiência de acesso segura, contínua e sem contato. A participação da HID acontece em um momento em que empresas de diferentes setores buscam combinar níveis mais elevados de segurança com uma experiência mais simples para os usuários. Nesse cenário, biometria, credenciais móveis e novas formas de autenticação ganham espaço em projetos de controle de acesso para ambientes corporativos, data centers, instituições de ensino, infraestruturas críticas e locais com grande circulação de pessoas. HID Amico será um dos principais destaques Presente no portfólio da HID para atender à crescente demanda por […]

Relacionados

Da sala de aula à diplomacia: estudantes simulam negociações entre países | Educação | Tropico Comunicação
trending_flat
Da sala de aula à diplomacia: estudantes simulam negociações entre países

Geopolítica na escola: jovens representam países e aprendem a negociar interesses e construir acordos Como seria defender os interesses de um país com o qual você não necessariamente concorda? E negociar uma solução com outras nações diante de um problema que envolve economia, política e relações internacionais? Para um grupo de estudantes do Colégio Espírito Santo, em São Paulo, esse exercício faz parte da rotina. Semanalmente, jovens interessados em relações internacionais se reúnem para acompanhar acontecimentos mundiais, estudar geopolítica e se preparar para assumir o papel de representantes de diferentes países em simulações de negociações internacionais. Eles integram o Grupo de Estudos de Relações Internacionais (GERI), iniciativa que transforma temas que normalmente aparecem nos noticiários, disputas econômicas, conflitos, acordos e questões diplomáticas, em debates conduzidos pelos próprios estudantes. Durante as simulações, cada participante recebe um país para representar. A partir […]

7 dicas para estimular a alfabetização das crianças de forma leve e divertida | Educação | Tropico Comunicação
trending_flat
7 dicas para estimular a alfabetização das crianças de forma leve e divertida

Especialista explica como atitudes simples da família podem favorecer o aprendizado da leitura e da escrita Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização chama a atenção para a importância da leitura e da escrita para o desenvolvimento individual e social. Na infância, esse aprendizado vai muito além de reconhecer letras e formar palavras: envolve linguagem, curiosidade, compreensão e a descoberta de diferentes maneiras de se comunicar com o mundo. Embora a alfabetização formal aconteça principalmente no ambiente escolar, a família também pode contribuir para esse processo. Atividades simples inseridas no cotidiano ajudam a despertar o interesse pelas palavras e tornam a aprendizagem mais significativa e prazerosa. Segundo Cris Leão, coordenadora da Educação Infantil do Colégio Imaculado Coração de Maria (RJ), “A alfabetização é um processo que começa muito antes de a criança conseguir ler ou escrever convencionalmente. […]

Dia Mundial da Alfabetização: veja como apoiar a aprendizagem em casa | Educação | Tropico Comunicação
trending_flat
Dia Mundial da Alfabetização: veja como apoiar a aprendizagem em casa

Coordenadora explica como leitura, brincadeiras e situações simples do cotidiano podem contribuir para o desenvolvimento da leitura e da escrita Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização reforça a importância da leitura e da escrita para a autonomia, a cidadania e a participação na sociedade. Na infância, a aquisição dessas habilidades acontece de forma gradual e envolve muito mais do que aprender letras, sílabas e palavras. No Brasil, a alfabetização formal ocorre nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Segundo Jéssica Ferreira, coordenadora da Educação Infantil e do 1º ano do Ensino Fundamental do Colégio Stella Matutina, o processo ganha maior intensidade no 1º ano, continua no 2º e, no 3º ano, espera-se que as habilidades relacionadas à alfabetização estejam consolidadas. No entanto, os primeiros contatos podem surgir antes. “Algumas crianças iniciam uma pré-alfabetização ainda aos 5 anos, […]

7 dicas para orientar jovens na escolha da profissão e prepará-los para o futuro | Educação | Tropico Comunicação
trending_flat
7 dicas para orientar jovens na escolha da profissão e prepará-los para o futuro

Escolher uma profissão já não é uma decisão baseada apenas na vocação ou na tradição familiar. As rápidas transformações do mercado de trabalho, impulsionadas pela tecnologia, pela inteligência artificial e pelas novas formas de trabalhar, fazem com que muitos adolescentes tenham dúvidas sobre qual caminho seguir. A coordenadora pedagógica do Ensino Médio do Colégio Espírito Santo, Cristiane Imperador, destaca que a escolha profissional não deve ser baseada apenas na expectativa de altos salários ou no prestígio de uma carreira. "O mais importante é que o jovem tenha a oportunidade de conhecer suas habilidades, interesses, valores e objetivos, construindo um projeto de vida alinhado ao que deseja para o futuro", afirma. Nesse processo, família e escola exercem um papel essencial ao oferecer informações, acolhimento e oportunidades para que os estudantes desenvolvam autonomia e façam escolhas mais conscientes. A especialista reúne sete […]

Educar para o diálogo: a diversidade como caminho de aprendizado e transformação | Educação | Tropico Comunicação
trending_flat
Educar para o diálogo: a diversidade como caminho de aprendizado e transformação

O papel do educador na construção de espaços de escuta, respeito e diálogo em contextos diversos Por Ana Paula Lopes, Coordenadora de Educação Inclusiva da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo Educar não é um ato mecânico de transferência de dados, essencialmente, é um encontro entre subjetividades. No cenário contemporâneo, onde a polarização muitas vezes silencia o entendimento, essa reflexão se impõe não como uma escolha pedagógica, mas como uma urgência ética. Ensinar para o diálogo significa compreender que as relações na escola são reflexo da sociedade, pulsando com a pluralidade da vida humana. Frequentemente, a diversidade é lida como um desafio a ser "administrado". No entanto, o verdadeiro salto qualitativo na educação ocorre quando passamos a enxergá-la como potência de oportunidade e não como obstáculo. É no contato com o diferente que somos confrontados com nossos próprios preconceitos e […]

Com a chegada do frio, projeto Ronda Noturna do Colégio Stella Matutina reforça acolhimento a pessoas em situação de rua e...
trending_flat
Com a chegada do frio, projeto Ronda Noturna do Colégio Stella Matutina reforça acolhimento a pessoas em situação de rua em Juiz de Fora

Iniciativa une solidariedade, formação cidadã e cultura do encontro, levando alimento, escuta e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade social As baixas temperaturas registradas nesta época do ano tornam ainda mais urgente o cuidado com as pessoas em situação de rua. Diante desse cenário, o projeto Ronda Noturna, desenvolvido pelo Colégio Stella Matutina desde 2018, ganha ainda mais relevância ao mobilizar estudantes, educadores e comunidade escolar em uma ação que vai além da assistência material: promove o encontro, a escuta e a valorização da dignidade humana. A cidade possui características geográficas que favorecem quedas bruscas de temperatura durante o inverno e nas noites de transição climática, o que agrava a situação de quem não tem um local adequado para se abrigar. Nesse contexto, a Ronda Noturna se transforma em uma verdadeira ação de proteção à vida, levando alimento quente, […]

Trópico Comunicação

Construir a imagem, fortalecer a credibilidade e solidificar a atuação da corporação no mercado.

A Tropico Comunicação é associada da ABRACOM, que fortalece seu compromisso com a excelência, ética e inovação contínua no mercado da comunicação.

© Trópico Comunicação – Assessoria de Imprensa by OOS

Login to enjoy full advantages

Please login or subscribe to continue.

✖

Go Premium!

Enjoy the full advantage of the premium access.

✖

Deixar de seguir

Deixar de seguir Cancel

✖

Cancel subscription

Are you sure you want to cancel your subscription? You will lose your Premium access and stored playlists.

Go back Confirm cancellation

✖